quinta-feira, dezembro 14, 2006

Limites do Processo Criativo

Muitas vezes, um trabalho que pretende atingir um objectivo muito concreto, falha.

E falha porque no meio do processo criativo começam a surgir mais ideias, e mais problemas, e mais soluções, e mais informações.

Criar é também saber exactamente onde se deve parar. Quando é que a nossa ideia já está exposta. Quando é que começamos a extravasar e a divagar para algo que, podendo ser muito interessante, não contribui para o nosso objectivo final.

O resultado final de um trabalho deste tipo é catastrófico. Demora mais tempo, consome mais recursos e no final, há demasiada informação.

Saber distinguir o essencial do supérfluo é talvez a tarefa mais difícil do processo criativo.

Também aqui existem técnicas que nos ajudam a decidir.
A mais óbvia é pedir ajuda a alguém. Uma pessoa que seja parecida com o nosso “público”. Mostrar-lhe a estrutura do trabalho, e depois ouvi-la. Perguntas de que nem sequer nos lembrámos são levantadas. Pode ser um processo duro, afinal de contas, quem é que gosta de ouvir criticas?

Mas as críticas podem ser construtivas, podem (e devem) servir de guias para o nosso trabalho.
No processo criativo, os limites não são importantes, são fundamentais.Imagine um jogo de futebol. Se não existissem as linhas de marcação do campo (os limites), não haveria jogo, certo?

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