domingo, abril 01, 2007

Inovar ,repetir ou Saber Pensar ?

Quantos de nós, nas várias intervenções formativas que realizamos ,encontramos repetidamente as mesmas falhas, dos mesmos formandos?
Nessa situação, normalmente, coloca-se o bom senso e repete-se exactamente a mesma informação da última intervenção, completada com a chamada de atenção que já foi falado sobre aquela “falha” especifica, e que não existe razão para continuar a acontecer.
Ao fim da maturidade dos meus três anos e meio, em vivência diária com este tipo de situação, tenho vindo a aplicar um novo processo, que passo a apresentar, num texto que retirado de um livro da especialidade, que adapto para o contexto Formador«-»Formando.

“...Entre corrigir erros e ensinar a pensar existem mais mistérios do que imagina a nossa vã psicologia.
Quando nós abrimos a boca para repetir as mesmas coisas, detona um gatilho inconsciente que abre determinados arquivos da memória, que contêm as velhas criticas. Os formandos já sabem o que vai ser dito. Eles armam-se e defendem-se. Consequentemente ,tudo o que dizemos não faz eco dentro deles, não é gerado um Momento Formativo. Este é um processo inconsciente.
Ás vezes , insistimos várias vezes dizendo as mesmas coisas, e os formandos continuam a repetir as mesmas falhas. Umas vezes por questões inerentes aos mesmos ,mas a maioria ,por culpa própria.

Formar não é repetir palavras, é criar ideias e encantar.
Os mesmos erros merecem novas atitudes.
Se os formandos fossem computadores, poderíamos repetir a mesma reacção para corrigir o mesmo defeito. Mas os formandos, por serem seres humanos, possuem um inteligência complexa.
O cérebro dos formandos está em constante ebulição , por questões pessoais e profissionais. É impossível parar de pensar, até a tentativa de interrupção do pensamento já é um pensamento. Nem ao dormir interrompemos os pensamento, por isso sonhamos. Pensar é inevitável.
Não podemos, nem devemos, ser um Manual de Regras!
Os Formadores devem conhecer o funcionamento da mente para formar melhor. Devem ter a consciência de que precisam de ganhar primeiro o território da emoção, para depois ganhar o anfiteatro dos pensamentos e, em último lugar, conquistar os solos conscientes e inconscientes da memória, que é a caixa de segredos da personalidade. Devem surpreender a emoção com gestos ímpares. Deste modo, geram Momentos Formativos fantásticos..."
Os Técnicos corrigem falhas, os Formadores ensinam os formandos a pensar!

Deixado o pensamento, deixo as seguintes questões esta semana:

- Se temos que ter e trabalhar numa vertente “encantadora e filosófica” para motivar os formandos e os levar a aprender a pensar ,não deviamos ser influenciados com a mesma postura?

- Perante as situações recentes, quantos de nós, os Formadores, se sentem motivados a motivar?
Continuando na crista de temas sensíveis, deixo mais uma vez um repto á vossa participação , aos mais audazes em comentário a este “post” ,aos mais tímidos para o mail nunobox@netcabo.pt .

Até para a semana...
posted por Nuno Sousa

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